Agricultura de Precisão Brasileira hoje

A Agricultura de Precisão começou a ganhar espaço no Brasil na década de 90, surgindo com um grande potencial de aplicação, principalmente na produção de grãos.

A partir dos anos 2000, a implementação de políticas públicas de financiamento no campo possibilitou que pequenos e médios produtores pudessem atualizar o maquinário de suas propriedades com o foco em agricultura de precisão (AP). O objetivo era claro – produzir com um novo nível de eficiência para atender um mercado cada vez mais competitivo.

O que é agricultura de precisão?

A agricultura de precisão (AP) tem como base a minimização de perdas e a potencialização dos ganhos econômicos e ambientais, auxiliando os agricultores na coleta e interpretação de dados para aprimorar todo o manejo da propriedade a cada safra. A redução dos gastos com insumos, o planejamento do plantio, a preservação do solo e tomada rápida de decisões, estão inteiramente ligadas a AP.

As soluções de AP existentes no Brasil atendem a aplicação de fertilizantes e as operações de plantio, pulverização e colheita, além de diversas demandas de monitoramento e levantamento de dados sobre a lavoura.

O conceito é aplicado com maior intensidade nas culturas do café, milho, soja, cana e feijão. No entanto, o acréscimo na produtividade agrícola atribuído à AP, levou o conceito para a fruticultura, e ajudou a originar novos conceitos, como a pecuária de precisão e a irrigação de precisão.

Ciclo da Agricultura de Precisão
Ciclo da Agricultura de Precisão

Para saber se a AP é viável economicamente em uma lavoura, o produtor precisa ter em mente as necessidades reais de automação da sua área agrícola, além de conhecer mais a fundo sobre as ferramentas que ele pretende adquirir para o seu negócio.

Com a agricultura de precisão, você pode:

  • Otimizar o uso de insumos.
  • Melhorar a qualidade do produto e das operações.
  • Minimizar os impactos ambientais.
  • Aumentar a lucratividade e produtividade.

Com o conceito de AP tornou-se possível provar que cada pedaço de terra é diferente – e deve ser tratado de uma maneira específica.

As vantagens atribuídas ao uso de agricultura de precisão nas lavouras são notáveis:

  • 11% de redução de custos na operação no campo.
  • 37% de redução de custos com análise do solo.
  • 19% de redução de custos totais.
  • 67% de aumento do rendimento global das lavouras.

Agricultura de Precisão no Agro 4.0 Brasileiro

O principal agente de mudança que vem promovendo a agricultura de precisão nas lavouras brasileiras é o agro 4.0.

Com bases solidas na tecnologia e internet das coisas, a coleta de dados da agricultura 4.0 praticada hoje possibilita a automação agrícola, o aperfeiçoamento do manejo do campo e a diminuição da contaminação dos solos das áreas produtivas. O trabalho braçal ganhou ajuda de softwares, big data, sensores, drones, leitura de dados em tempo real e inteligência artifial, facilitando e potencializando a função do produtor.

Produtores, ferramentas e lavouras: cada vez mais digitais

De acordo um estudo realizado pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMR&A), somente 3% dos produtores tinham acesso à internet no meio rural em 1998. Em 2003, houve uma ampliação significativa desse percentual, passando para 29%. Em 2014, 39% dos produtores já tinham o acesso à internet por computadores, smartphones e tablets como parte do seu dia a dia. Toda essa mudança fez com que o setor do agronegócio alcançasse inovações e descobrisse uma maneira mais otimizada de trabalhar.

A pesquisa “A mente do Agricultor Brasileiro na era digital”, publicada em maio de 2020 pela consultoria americana McKinsey&Company, entrevistou 750 agricultores, de 5 culturas diferentes, em 11 estados Brasileiros. Entre as revelações do levantamento, indicadores voltados para tecnologia aplicada no campo apontam que:

  • 40% dos agricultores investem os lucros da lavoura em novo maquinário ou em tecnologias relacionadas e 34% em insumo.
  • 47% dos agricultores entrevistados usam pelo menos uma tecnologia de agricultura de precisão, enquanto 33% usam 2 ou mais.
  • 53% utilizam pelo menos uma tecnologia ou estão dispostos a adotar pelo menos uma nas próximas duas safras.

O responsável por esses indicadores é o sucesso da AP inserida na rotina do agricultor, que hoje conta com ferramentas cada vez mais acessíveis para diversos modelos de negócio, considerando custos de produção, valor agregado e sustentabilidade. Entre as ferramentas estão:

  • Drones ou VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados)
    Com eles, identificam-se pragas com mais facilidade. São bastante utilizados na pulverização, e conseguem agir em uma área determinada, não desperdiçando o insumo e contaminando o solo. Além disso, realizam trabalhos de mapeamento aéreo da lavoura.
  • Sensores
    Ajudam a medir a temperatura do solo, umidade do ar, e informam com exatidão as condições meteorológicas, emitindo, inclusive, sinais quando o solo e as plantas precisam de insumos, como água e nutrientes.
  • GPS Agrícola
    Colhedoras, semeadoras e distribuidores de fertilizantes são alguns exemplos de equipamentos que contam com a tecnologia, que ajuda a encontrar pontos de calor nos talhões e criar mapas. Com base nas informações obtidas, é possível analisar as variações de produtividade e as diferenças existentes entre cada pedaço de solo na lavoura.
  • Mapas NDVI
    Com ele, podemos visualizar a variação espacial das lavouras em relação aos fatores de produção. Hoje é muito utilizado na identificação de densidade de plantas, qualidade de solo e nutrição de plantas.
  • Piloto Automático

Eles mantêm a correta operação de tratores e pulverizadores a uma velocidade constante e com a sobreposição adequada dos jatos de pulverização.

A precisão é a nova sustentabilidade

Não demorou muito para que, como em todo o globo, os dados da agricultura ganhassem valor além das fronteiras das lavouras. Por conta do mapeamento constante das atividades operacionais ao longo das safras, se acumulam muitas informações importantes para o desenvolvimento da agricultura como um todo, que podem gerar aprendizados para toda uma cadeia.

Esse contexto ajudou a criar o próximo nível da sustentabilidade da agricultura, onde produtores digitalizados conseguem usar seus dados como recursos para obter melhores condições de crédito e maior credibilidade nas negociações. Além disso, estamos a um passo da rastreabilidade global da produção de alimentos, que promete agregar valor na entrega final do produtor de acordo com os métodos de manejo e utilização de recursos ambientais empregados durante a safra.

Graças a agricultura de precisão, o consumidor final poderá ter uma visão cada vez mais detalhada do caminho que a comida traça do plantio até chegar a sua mesa.

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Em parceria com a Meta – Agricultura de Precisão, a Ag.In está oferecendo o serviço de agricultura de precisão para lavouras de milho, soja, sogro e algodão. Para falar com um de nossos especialistas, se cadastre no formulário abaixo e entraremos em contato:

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